Sobre

Sobre Elenildo Santana (Tuiuiu)

Não posso… E não vou parar…

Pensando… É isso mesmo! Quando paramos para pensar nem sempre optamos pela melhor escolha, mais sempre as consequências são boas. Você falar de você mesmo é complicado, e ao mesmo tempo desafiador, mas como gosto de desafios vou contar um pouco da minha história.

Não existem vitórias sem lutas…

Filho de pais analfabetos meu nome é Elenildo Martiniano de Santana nascido na cidade de Igarassu no ano de 1979 no dia 10 de setembro. Como filho de pobre a vida foi dura com toda a família aos nove eu já saia para vender pipoca na feira livre de Cruz de Rebouças para ajudar na renda familiar, entre 09 e 12 anos vendi pipoca, amendoim, tapioca, cestinhas de verduras e picolé. Dos 12 as 13anos peguei frete no supermercado raio sol do hoje vereador de Igarassu, Luiz dos Passos. Naquela época eu conseguia faturar semanalmente o mesmo valor que a minha irmã, ela trabalhava no dito supermercado. Aos 14 anos minha mãe foi na casa de um rapaz conhecido como mosquito e pediu-lhe que me levasse para a oficina dele, pois, filho de pobre tinha que ter uma profissão para não morrer de fome, e o senhor me perguntou você está preparado para aprender? Respondi que sim. Mais se em dois anos eu não soubesse montar todos os tipos de motores dali eu sairia! E o senhor mosquito me olhou balançando a cabeça como quem diz; esse rapaz tem futuro! E assim foi feito, na segunda de manhã esta eu lá no local e hora marcada e começamos a trabalhar, tinha um mecânico chamado peça. Pense em um profissional calmo e paciente, quando tinha um problema de grande porte ele simplesmente resolvia e aquilo me encantou montar todas aquelas peças tocar na chave, e o motor pegar de primeira.
Neste momento eu falei pra mim mesmo que era aquilo que eu queria pra mim! Um ano e sete meses passaram e eu estava me destacando perante meus amigos de trabalho foi quando recebi uma proposta de outra empresa para trabalhar e aceitei de primeira sem nem pensar, fui para Santiago Auto Peças e Serviços lá chegando o patrão na sua primeira pergunta gritou galego, você sabe resolver o problema daquele veiculo ali? Respondi que sim. Mas na verdade eu só tinha 15 anos e era limitado mais com grande vontade de aprender. Fui lá ao veiculo de marca pampa ano 1993 motor AP, desmontei o cabeçote e esmerilhei as válvulas remontei e na hora de colocar a correia dentada parei o serviço, pois, não sabia colocar no ponto correto. Olhei para o lado chamei o mecânico e perguntei como colocar no ponto correto e ele respondeu só uma vez, é assim. Até hoje sei colocar, dali passei por mais duas empresas de pequeno porte até chegar a uma concessionária em Olinda.
Ali me destaque novamente e a inveja fez o gerente me demitir com apenas 18 anos de idade fique puto da vida porque sabia que tinham me sabotado, golpe sujo, mais a vontade de ter meu negócio foram adquiridos ainda na oficina do mosquito, uma vez que o próprio tinha uma vida aparentemente tranquila. Então resolvi sair dali para procurar um novo emprego e era na Fiori que eu queria entrar, fui de imediato para o Bongi onde até hoje lá ela está, ao chegar me encaminharam para uma empresa de RH na Rua da Hora e fiz alguns testes, quando foi no outro dia recebi uma ligação para voltar até aquela empresa, a moça me perguntou você quer trabalha na Fiori por quê? Respondi-lhe sem pensar; por causa do salário, e ela perguntou: você sabe quanto ganha um mecânico? Sei sim,em média 1500,00. Nós estamos falando do ano de 1998, naquela época um automóvel zero quilometro custava R$ 8.500,00, na mesma época eu recebia na empresa que tinha me demitido em média R$ 300,00 e eu já estava muito satisfeito com aquele salário. Foi quando a moça do RH me falou de uma empresa que tinha uma vaga de martelinho de ouro, eu fiquei sem resposta pois eu tinha dito para mim mesmo que queria ser mecânico. Voltei para casa falei com minha mãe e ela ficou sem resposta também, ela sabia de minha vontade, então perguntei a uma terceira pessoa que foi meu cunhado chamado Elder que me respondeu mesmo assim; vá aprenda uma nova profissão, pois, você é muito novo e tem que aproveitar para aprende mais uma e se por acaso não de certo voltaras para a mesma. E foi o que fiz, em outubro de 1998 comecei o treinamento para desamassar veículos onde novamente me destaquei de forma rápida que o instrutor ficou impressionado. Em dezembro do mesmo ano fomos para a primeira empresa na curva do S em Piedade Jaboatão dos Guararapes onde não deu certo. Fui convidado para ir para outro estado mais não aceitei. Então fui contratado para uma concessionária da Volkswagen, chamada Olho D ́Agua Veículos. Essa empresa foi fundamental para meu aprendizado, talvez se eu não tivesse passado por lá não estivesse aqui contando para vocês um pouco da minha biografia. Na Olho D ́Agua meus conhecimentos na arte de desamassar foi surpreendente e foi quando depois de um ano trabalhando percebi que a arte era uma oportunidade de crescimento melhor e mas rápida para conquistar aquele sonho de ter uma empresa igual a do mosquito, comprei uma câmera fotográfica e comecei a retirar as fotos do antes e depois, ( amassado e desamassado), revelei e comecei a oferecer meu serviço de desamassador, com apenas dois meses já tinha alguns clientes para desamassar apenas no horário do almoço, tínhamos duas horas de almoço, apenas no horário de almoço eu dobrei meu salário que na época era de R$ 400,00 com comissão.
Comecei a observar o mercado e vi que era promissor então fui até meu gerente Elmiton e pedi para que a empresa me dispensasse e assim foi feito, peguei minha indenização e comprei um Chevete 1986 prata a álcool, coloquei o adesivo no carro e sai dando meu cartão de visita para as concessionárias. Eu fui o pioneiro em Recife a fazer o serviço na frente dos clientes e em domicilio. Meus concorrentes trabalhavam de portas fechadas para valorizar e cobrar mais caro, isso aconteceu em 2001. Em 2002 já tinha vários clientes, mas eu precisava de um cliente de referência que tivesse peso no mercado, então fui fazer um serviço para Sael Sul com um até hoje amigo Flávio e o mesmo me levou para conversar com o gerente, Sr. Ramos, gente boa demais, e lá estando Sr. Ramos me perguntou: Por quanto você desamassa meus veículos? Na época o preço de mercado era R$ 80,00 (oitenta reais), um pelo o outro. E começamos a negociar terminamos que o Ramos não pagava mais que R$30,00 (trinta reais) por veiculo desamassado, foi nesta hora que vi uma oportunidade então falei que aceitava se ele me desse uma quantidade de no mínimo de 50 veículos mês e ele aceitou, mais, não era só isso não, chamei meu primeiro aprendiz Silvio para ficar e ele não gostou muito pois ele pensou que eu iria ser exclusivo mas deixei ele tranquilo dizendo que a responsabilidade era toda minha e que o jovem aprendiz era limitado a fazer só pequenos amassados e que os maiores eram de minha responsabilidade e que ele tinha a minha palavra de que a Sael Sul não iria atrasar nenhuma entrega por culpa da minha empresa! Ramos aceitou. E lá ficamos por um ano. Saindo da Sael fomos para a Pelitech na Imbiribeira outra que queria exclusividade mais uma vez não tínhamos como dar exclusividade pelo fato de já ter vários clientes na rua, ficamos lá por um pequeno tempo e seguimos os desamassamentos em domicilio, coloquei como meta diária um valor de R$ 130,00 tinha dia que ganhava este valor em apenhas duas ou três horas de trabalho, mas se pensam que voltava para casa só porque eu já tinha alcançado minha meta estão enganado, tinha dia que dobrava. Em meados de 2003 a empresa já tinha dois funcionários o Silvio e o Marcio que hoje são meus concorrentes. Neste mesmo período, os concorrentes me chamavam para conversar e eles diziam que não era pra eu ensinar ninguém, pois, com o passar do tempo eles tornariam meus concorrentes e o mercado ficaria dividido. Eu escutava e pensava… Como ele pensa pequeno! Não escutei ninguém, pois, não há empresa que cresça sem colaboradores. Em meados de 2003 a empresa E.M. DE SANTANA- ME não tinha como dar conta de tanto chamado foi ai que decidi alugar um ponto comercial próximo a Caxangá, nossa primeira loja foi na Rua Conselheiro Teodoro. Perdi alguns clientes, pois, não tínhamos, mas o serviço em domicilio. Portanto, ganhamos outros clientes, na vida temos que aprender a perder e ganhar, a loja só cabia um veiculo dentro e outro fora.
Eram dois carros desamassando e dez lá fora esperando… Tempos bons… Foi quando apareceu uma nova oportunidade de negócio, uma empresa tinha saído do ramo de acessórios para veículos então começamos a vender tudo àquilo que a empresa tinha parado frisos, calotas, tapetes e piscas, momentos bons… Meados de 2004, começamos a pintar veículos e fomos para Av. Caxangá no 936 em um galpão que caberia 10 veículos em 2005 alugamos outro galpão, agora já estávamos trabalhando com 14 funcionários e 18 carros. Sendo que ai veio vários problemas de fluxo de caixa de processos judiciais entre outros… Na verdade eu pensei que tinha crescido, mas percebi que tinha inchado. Pensei e repensei… Decidi por fechar a funilaria e pintura e assim foi feito. Foi um momento delicado financeiramente que a empresa passou, pois, tive que trabalhar três anos de minha vida só para pagar processos judiciais de pessoas que foram desonestas com a empresa, mas, tudo bem já passou! Em 2009 a empresa tinha perdido metade de seus clientes e tinha funcionários desmotivados. Então montei um plano de ação onde saberia que as decisões ali tomadas seriam de grande impacto, tínhamos que reestruturar toda a empresa e reabrir a funilaria e pintura, motivar os colaboradores, retirar família de dentro da empresa como, por exemplo, minha esposa e cunhado… Mas como fazer isso sem ter prejuízo? Mais um prejuízo… Quando as coisas começam a dar errado parece que atrai mais! |Finalmente, 2010 chegou com força total e as coisas começaram a dar certo ampliamos a empresa, funcionários motivados, voltamos a pintar, admitimos novos colaboradores e aumentamos salários. Em 2011 colocamos um gerente com a missão de aumentar nossa capacidade produtiva, em 2012 tínhamos a empresa totalmente organizada e com capacidade produtiva em alta, ainda no primeiro semestre de 2012 vi a necessidade de entrar na faculdade, pois, estávamos funcionando com eficiência sem a necessidade da minha presença, tudo isso só foi possível com muito esforço e trabalho, foi necessário montar os processos internos, como cada colaborador ia se comportar para cada situação possível, depois de feito os procedimentos internos foi feita uma reunião para passar a até então a novidade, no inicio teve certa rejeição, sempre que tem novidade as pessoas não querem quebrar os paradigmas, mas com o tempo as coisas se ajeitaram. Diante disso, me matriculei e comecei a graduação, como eu estava 14 anos fora da sala de aula tive muito que aprender. Até o terceiro período onde tem mais teoria, pensei em desistir centenas de vezes, mas os amigos de sala sempre me davam força para não desistir, a partir do quarto período as coisas começaram a se encaixar, tinha dois professores que faziam agente queimar as pestanas eram Edgard Leonardo e Izabele Soares. Aprendi muito com os dois, com os outros também. E tudo que eles falavam eu absorvia com o meu dia a dia na empresa. Chegou o ano de 2013e as coisas ainda estavam como antes de vento em poupa como diz o matuto! Neste mesmo ano alcançamos um lucro líquido de 27 a 33%, isto, foi nosso maior pico da historia de nossa empresa a parte de 2005. Chegou o ano de 2014 com tudo e tinha que tomar uma decisão delicada fechar novamente a funilaria e pintura, pois a mesma estava me dando dor de cabeça, no tocante funcionário, sendo que tenho uma virtude que é não ter apego, o apego mostra para o nosso concorrente onde somos fracos e isso eu não posso permitir. Fechamos a funilaria e dos 16 colaboradores ficamos com 11, isso nos trouxe muita tranquilidade, mas nosso faturamento caiu 50% ao longo do ano. Em 2015 percebemos que a Tuiuiú da Mossa não vive sem a funilaria e pintura, seria fazer uma analogia com uma lanchonete sem coca cola. 2015 voltaram a pintar os problemas antes mensurados, que hoje não faz mais parte de nosso dia a dia! Ainda em 2015 com a baixa do faturamento, vimos à necessidade de ampliar nossos clientes que são da maioria classe B e C, o que fazer para atrair o cliente A? Essa foi a pergunta que me fiz durante certo tempo, e cheguei a conclusão, que para atrair esse tipo de cliente precisa de divulgação e estrutura de boa aparência, que o cliente sinta-se a vontade, precisávamos também de investimentos na área de T.I.
Treinamento de Funcionários e um novo layout no estoque e no atendimento, criamos também uma sala de espera para maior conforto, tudo isso levou oito meses e o investimos foi próximo de R$100,000,00 (cem mil reais). Para quando esse cliente aqui chegar deixasse seu sonho (veículo) sem se preocupar. Ai veio um fator que chamamos de fator externo, a tal da crise financeira que pra mim é uma crise política pelo poder. Continuamos investindo em merchandising, empresários de outros seguimentos ligavam-me o tempo todo me dizendo que eu estava louco, pois agente mesmo na crise não parava de investir e por que isso acontece? Por que lá no fundo eu acredito que vai dar certo… 2016 chegou e a empresa de T.I. instalou seu sistema de gestão que não se adaptou a nossa realidade perdemos com isso tempo e dinheiro. Fechamos um contrato com outra empresa só que desta vez com um pouco mais de experiência espero eu acertar.

Conclusão: empresa é uma luta diária que se ganha e se perde e se você acha que ser empresário/empreendedor é fácil ai vai uma dica:
Para ser empreendedor de sucesso é necessário: Ter algumas aptidões como visão aguçada do presente e visão futurista, ser otimista, ser perseverante, ter paciência, ser motivador e ter pelo menos disponibilidade de trabalhar 12hs por dia.

Nossa missão: Garantir a excelência na venda de peças e serviços automotivos, com um modelo de gestão focado na solidez do negocio, satisfazendo e surpreendendo nossos clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros.

Nossa visão: Ser referência em Pernambuco, no seguimento de martelinho de ouro e em atendimento e prestação de serviços.

Nossos valores: Relacionamento com o cliente deve ser transparente e de confiança entre as partes. Respeito e valorização para com os nossos colaboradores.


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